Notícias 05 de Novembro de 2026 · Por Redação Centrorochas

Centrorochas reforça agenda de diplomacia empresarial em fórum da CNI

Em cenário de mudanças no comércio global, entidade destaca a importância da articulação internacional para defender interesses e ampliar oportunidades de negócios para o setor de rochas naturais.

Centrorochas reforça agenda de diplomacia empresarial em fórum da CNI

As mudanças no comércio internacional, marcadas pela imposição de tarifas e pela reorganização das cadeias produtivas, têm exigido novas estratégias de inserção da indústria brasileira no mercado global. Nesse contexto, a Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas) reforçou sua agenda de diplomacia empresarial durante o Fórum da Diplomacia Industrial, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), nesta quarta-feira (4), em Brasília.

Representada pelo presidente Tales Machado e pelo vice-presidente Fábio Cruz, a entidade acompanhou as discussões sobre investimentos, comércio e cooperação internacional, reforçando sua atuação em espaços de diálogo que podem contribuir para a competitividade e a expansão comercial das empresas brasileiras.

“Hoje, as decisões que afetam nossas exportações vão muito além das relações comerciais tradicionais. Precisamos estar próximos de quem participa dessas discussões, compreender os movimentos internacionais e contribuir para que os interesses da indústria brasileira de rochas naturais sejam considerados”, pontuou Tales Machado.

O encontro reuniu lideranças empresariais, representantes do governo e embaixadores de oito países. Entre as autoridades presentes estavam Ricardo Alban, presidente da CNI; Laudemir Müller, presidente da ApexBrasil; Tatiana Prazeres, secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC); o embaixador Alex Giacomelli, do Ministério das Relações Exteriores; e Danuza Amorim, diretora de Governança Interna e Externa da CNI.

A programação contou com debates sobre investimentos e negócios, com embaixadores do México, Suécia, Índia e Canadá, e sobre cooperação em ciência, educação e tecnologia, com representantes diplomáticos da China, Chile, Marrocos e Moçambique.

Durante o fórum, a CNI também lançou o Radar Geopolítico da Indústria 2026-2027, desenvolvido em parceria com o Centro de Estudos Globais da Universidade de Brasília (UnB). A publicação analisa os impactos das transformações geopolíticas sobre a atividade industrial e reúne informações para orientar decisões empresariais, antecipar riscos e identificar oportunidades.

Para Fábio Cruz, a articulação institucional precisa estar conectada a uma estratégia comercial capaz de gerar resultados concretos para as empresas. “Estar presente nos mercados internacionais é importante, mas precisamos ir além. O relacionamento com governos, embaixadas e instituições deve ajudar a abrir caminhos para nossas empresas, aproximá-las de novos compradores e criar condições para que as oportunidades se transformem em negócios. É esse resultado que buscamos com a nossa atuação internacional”, destacou.

A agenda também proporcionou conversas sobre possibilidades de ampliar a visibilidade das rochas naturais brasileiras junto a públicos estratégicos, incluindo o mercado financeiro internacional.

Segundo a CNI, o fórum deverá se consolidar como espaço permanente de diálogo entre o setor produtivo e as representações diplomáticas. As contribuições dos painéis serão reunidas em um documento de recomendações a ser compartilhado com empresários, autoridades e diplomatas.